quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

"DAVI, UM HOMEM SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS" lição biblica nº 13


LIÇÃO Nº 13 - 27/12/2009 - "DAVI, UM HOMEM SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS"
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA – NITERÓI - RJ




I – INTRODUÇÃO:




• Davi pode ser usado como um quadro do que o homem é: em seu ponto mais alto e em seu ponto mais baixo. Seus salmos exibem uma espiritualidade elevada, difícil de reconciliar com sua vida de violência e pecados, como aquele que envolveu Bate-Seba. Porém, foi justamente através da linha de Bate-Seba que o Messias nasceu. Ou seja, a graça de Deus venceu a situação e produziu o maior dos bens – Mt 1:6. Assim, apesar de tudo, as Escrituras dizem a respeito de Davi que ele era um homem segundo o coração de Deus – I Sm 13:14; Sl 89:20.




II – QUANDO O ADULTÉRIO ALCANÇA O HOMEM OU A MULHER DE DEUS:



• Ante um dos objetivos desta lição (compreendermos que Davi foi um homem segundo o coração de Deus, mas isso não significa que fosse isento de falhas), queremos (com temor e tremor) analisarmos e meditarmos na possibilidade do homem e da mulher de Deus serem atingidos pelo adultério. Porém, não queremos parar aí. Tentaremos indicar a saída que existe para cada um daquele que quer permanecer como servo escolhido e amado do Senhor. Vejamos:



• Via de regra, o adultério não se dá por um acaso. Antes, há uma história, norteada por passos bem claros e definidos. Poderemos estar convergindo em direção a um adultério, quando os seguintes passos são tomados:



• (1) – TERMOS UMA NECESSIDADE QUE NOSSO CÔNJUGE NÃO ESTÁ PREENCHENDO – Necessidade de atenção, aprovação ou afeição. Se um destes requisitos não são preenchidos, um dos cônjuges então começa a buscar em alguém (ainda que inconscientemente), a satisfação de uma destas brechas.



• (2) – SENTIMO-NOS MAIS CONFORTÁVEIS EM NOS “ABRIR” COM ALGUÉM QUE NÃO SEJA O NOSSO CÔNJUGE – As dificuldades do dia são compartilhadas com certo prazer em um almoço, um encontro, uma carona no carro ou através de correspondência, via e-mail.



• (3) – COMEÇAMOS A FALAR COM ALGUÉM SOBRE PROBLEMAS E FRUSTRAÇÕES QUE TEMOS VIVIDO COM O CÔNJUGE.



• (4) – COMEÇAMOS A PROCURAR RAZÕES PARA JUSTIFICARMOS NOSSA RELAÇÃO DE PROXIMIDADE COM UMA OUTRA PESSOA, A FIM DE NOS SENTIRMOS MAIS CONFORTÁVEIS COM NOSSA CONSCIÊNCIA – Neste processo de auto-justificação, buscamos razões espirituais que justifiquem nossas atitudes, tais como: “É da vontade de Deus falar honesta e abertamente com uma outra pessoa cristã”.



• (5) – COMEÇAMOS A SENTIR UM INTENSO DESEJO DE ESTARMOS PERTO DESTA PESSOA.



• (6) – ESCONDEMOS DO NOSSO CÔNJUGE O RELACIONAMENTO QUE ESTAMOS TENDO COM OUTRA PESSOA, AINDA QUE O PROCESSO ESTEJA SOMENTE EM NÍVEL DE CONVERSA.




III - DIANTE DO QUADRO ACIMA, O QUE O HOMEM E A MULHER DE DEUS DEVEM FAZER?



• (1) – TOMEMOS PRECAUÇÕES – Quando a cobiça e paixão sexual ilícitas passam a nos consumir, ao mesmo tempo, Deus passa a ser uma presença opaca, distante e irreal. Surgem as racionalizações, tornamo-nos insensíveis a uma tragédia que pode estar prestes a tomar lugar. Assim, devemos derrotar a tentação sexual fugindo dela – II Tm 2:22; I Cor 6:18;



• (2) – PRESTEMOS CONTAS DA NOSSA VIDA A ALGUÉM – Segundo os estudiosos, um grande número de líderes espirituais que fracassaram moralmente tinham três coisas em comum: Não gastavam tempo com Deus; não prestavam contas da sua vida; e nunca imaginaram que isso poderia acontecer com eles.



• (3) – CONSIDEREMOS O EXORBITANTE PREÇO DA QUEDA – Todas as vezes que nos sentirmos vulneráveis a uma tentação de ordem sexual, comecemos a ensaiar na nossa mente quais seriam as conseqüências desta queda:



• (A) – Ferir o Senhor, que nos redimiu, levando o Seu santo nome à lama;




• (B) – Termos que um dia olharmos na face do Senhor, o Justo Juiz, e respondermos pelas nossas ações;




• (C) – Causarmos uma dor incalculável ao nosso cônjuge;




• (D) – Ferirmos os nossos amados filhos, arrasando nossa imagem e credibilidade diante deles, bem como anulando totalmente nossos esforços de ensiná-los a obedecer a Deus.




• (E) – Prejudicarmos consideravelmente o trabalho de outros fiéis homens de Deus;




• (F) – Trazermos um grande prazer e satisfação a satanás, o grande inimigo de Deus;




• (G) – Criarmos dificuldades para sempre com a pessoa com quem se comete o adultério;




• (I) – Transmitirmos possíveis conseqüências físicas de doenças venéreas, com possibilidade de infectar o cônjuge e ser causador da sua morte;




• (J) – Possibilidade de uma gravidez, que resultaria para todo o sempre numa lembrança do pecado praticado.




• (K) – Perda da comunhão divina – De um momento para outro, perderemos a presença de Deus (I Sm 13:14 cf Sl 51:12);




• (L) – O afastamento do Espírito Santo – O Espírito de Deus é Santo. Ele não permanece num coração que abriga o pecado – Sl 51:11




• (M) – Escândalos – Quando a prática do pecado resulta em escândalos, ele (o pecado) reveste-se de maior gravidade – Mt 18:7




• Que o Santo Deus continue nos guardando e nos cobrindo com o Seu poderoso sangue, para continuarmos sendo mais do que vencedores em nome de Jesus!







IV - CONSIDERAÇÕES FINAIS:




• Se porventura estivermos próximos demais de alguém de quem não deveríamos estar, e sabemos que nossa resistência está nas últimas, mas, mesmo assim, tentamos nos convencer de que temos o controle da situação, humilhemo-nos diante de Deus, ajoelhemo-nos e falemos com o Senhor, confessando o que realmente está se passando com o nosso coração. Deus nos restaurará; apesar de nossas falhas, continuaremos, pela graça divina, a sermos um homem ou uma mulher segundo o coração de Deus, pois o Senhor não olha o exterior, Ele vê o nosso coração - I Sm – 16:6-7.









FONTES DE CONSULTA:



• Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia – Editora e Distribuidora Candeia – R. N. Champlin e J. M. Bentes




• Revista Família Pastoral - ano I – nº 0 – 2º Trimestre de 1998 - MAPEL




• Lições Bíblicas CPAD – 3º Trimestre de 1997 – Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

LIVRO 12 MANEIRAS DE ESTUDAR A BIBLIA SOZINHO


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DAVI E O SEU SUCESSOR - LIÇAO BIBLICA Nº 12



LIÇÃO 12 - DIA 20/12/2009

“DAVI E O SEU SUCESSOR”

Autor: Osvarela

TEXTO ÁUREO - I Cr 22:9.

I Cr. 22.9. Eis que o filho que te nascer será homem de repouso; porque repouso lhe hei de dar de todos os seus inimigos ao redor; portanto, Salomão será o seu nome, e paz e descanso darei a Israel nos seus dias.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Cr 28:4-8.
Reflexão: E, de todos os meus filhos (“porque muitos filhos me deu o Senhor”), escolheu ele o meu filho Salomão para se assentar no trono do reino do Senhor sobre Israel.E me disse: Teu filho Salomão, ele edificará a minha casa e os meus átrios; porque o escolhi para filho, e eu lhe serei por pai.E estabelecerei o seu reino para sempre...

GLOSSÁRIO:

ADONIAS - hebraico: Jeová é Senhor.

Adonias – Príncipe

GIOM, hebraico: Rio corrente

Descanso - ‘sabbath’. Hb.

EKKLÉSIA -gr.: εκκλησία

Shabat e a Teopedagogia.

Shabat é a celebração judaica semanal da criação do mundo por Deus: "Em 6 dias, Deus criou os céus e a terra e no 7º descansou". Cremos num “shabat” como um dia de descanso, sem ser necessariamente o dia de sábado. Assim Deus ensina, e deu determinações sabáticas, inclusive para o plantio.

Mas o próprio exemplo que Ele dá, no relato da Criação, corresponde às mais modernas concepções psico-filosóficas educacionais: o exemplo é fundamental! Quem é pai ou educador sabe o devastador efeito da frase: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço...”Em termos técnicos, poderíamos dizer que isto gera uma dissonância cognitiva; voltando ao planeta Terra, nós, meros mortais, entendemos esta frase como uma bruta incoerência... gerando a dúvida! Afinal, o que devo fazer: o que me é dito ou o que me é apresentado como modelo real de ação?

EXÓRDIO:

Costume da Época:

1-A Questão das Subfamílias:

As Escrituras no Antigo Testamento, abrem a possibilidade de um homem em Israel ter mais de uma esposa, desde que possa sustentar as duas da mesma maneira. Aliás um costume daquela região Oriental do Mundo.

Dt.21. 15-17. Se um homem tiver duas mulheres, uma a quem ama e outra a quem despreza, e ambas lhe tiverem dado filhos, e o filho primogênito for da desprezada, quando fizer herdar a seus filhos o que tiver, não poderá dar a primogenitura ao filho da amada, preferindo-o ao filha da desprezada, que é o primogênito; mas ao filho da aborrecida reconhecerá por primogênito, dando-lhe dobrada porção de tudo quanto tiver, porquanto ele é as primícias da sua força; o direito da primogenitura é dele.

Devido o contexto do matrimônio oriental e também em Israel, aliado ao conceito da remissão da família de algum parente falecido, este costume era providencial.

Era comum a rivalidade das “subfamílias” na poligamia.

Podemos ver isto no caso de Abraão e Sara e a concubina que lhe deu o primeiro filho, de uma não livre, Agar.

Gl.4. 22,24. ...Abraão teve dois filhos, um da escrava, e outro da livre....o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas, o que era da livre, por promessa. [...]essas mulheres são dois pactos; um do monte Sinai, que dá à luz filhos para a servidão, e que é Agar...é o monte Sinai na Arábia e corresponde à Jerusalém atual...

2-A Importância da Mãe:

Numa rara manifestação das mulheres este episódio retrata a importância da mulher em Israel, principalmente no conjunto social das subfamílias.

Assim, as mães tiveram papel importante neste evento, a partir de pontos de contato com o Rei Davi:

- A proximidade, maior ou menor com o pai, no sentido de amor ou leito conjugal, isto a fazia muito importante, numa situação, mesmo bíblica em que o contexto era masculinamente formado.

Por isto há uma manifestação e citação do nome das mães de cada pretendente ao trono:

Hagite e Bate-Seba, pelo visto, uma trabalhava nos bastidores, e a outra trabalhou utilizando a preferência do Rei por si, e pela legalidade matrimonial diversificada [subfamílias] daquele tempo, utilizando o dito do Rei Davi, amplamente divulgado em sua Casa Real: Salomão seria o seu sucessor!

6 E nunca seu pai o tinha contrariado, dizendo: Por que fizeste assim? E era ele também muito formoso de parecer; e Hagite o tivera depois de Absalão.

11 Então falou Natã a Bate-Seba, mãe de Salomão, dizendo: Não ouviste que Adonias, filho de Hagite, reina? E que nosso senhor Davi não o sabe?

3-Esta é mais uma parte da turbulenta relação de Davi com Bate-Seba.

Mais contrariando tudo e a todos, a soberania, e querer de Deus, além do seu amor e da sua Palavra Eterna, todo o mal é transformado em Benção para a Nação de Israel, povo eleito por Deus, tal qual no Éden “da semente da mulher nasceu um que feriu a cabeça da serpente”.

Assim Bate-Seba, se mostra uma mãe preocupada com a sua família por causa das muitas mulheres de Davi.

A mãe de Adonias, talvez, [uma inferência, não está na Bíblia], esperasse aproveitar do mimo de Davi, através de Adonias, para conseguir, o que não conseguira a mãe de Absalão. É possível.

Já Bate-Seba tratava o rei com muito respeito.

Temos liberdade de nos achegar a Cristo com nossos pedidos, mas com muita reverência.

4-Situação histórica do contexto deste momento em Israel:

É um caso típico de Aliança e escolha de Deus e sua relação com uma Nação – Israel.

“Relação entre povo e nação, a teologia da eleição e a teologia da aliança”. Antigo e Novo Testamento – CPAD - Gerhard Hasel citando Clements.

Adonias se rebela seis anos após Absalão.

Davi teria por volta de 70 anos, para mais, [II Sm.5.4,5; I Cr. 3.4] e estava adoentado e envelhecido, talvez pelas lides do reino e pela família que criara ou alguma doença não citada pela Bíblia, que lhe baixava a temperatura e trazia-lhe frio incomum.

Não sejas frio, nem morno.

Ap.3. 15,16. Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca.

a-A Soberania da escolha de Deus:

Não importa o tempo de cada um, numa Igreja ou Ministério, falo isto após muitas experiências sobre o assunto, permitidas por Deus.

Quando Deus resolve escolher, ninguém pode impedir a ação de Sua Soberania.

Ele é absoluto e Único em poder e Autoridade. Pv.8. 15. Por mim reinam os reis...

Sl. 113. 7,8. Ele levanta do pó o pobre, e do monturo ergue o necessitado, para o fazer sentar com os príncipes, sim, com os príncipes do seu povo.

INTRODUÇÃO:

Sucessão é um assunto que infere diversas condições e situações.

Assim, Sucessão Infere:

Transferência de poder

Perda de poder

Modificação de ordem mental do povo. O povo pode ter temor do novo governante, por tributação, por espoliação.

Oriunda da mentalidade do que sai e a do que sucederá. O povo pode amar o que sai e ter receio quanto ao que vai governar.

Modificação de Ordem Governamental e em Israel de Ordem dos Profetas da Coorte, ainda que não necessariamente.

Troca de posições

Troca do velho pelo novo

Mudança de hábitos antigos

Novos hábitos

Personalidade e caráter; do que deixa o poder e a do sucessor

Motivação para uns e desânimo para outros

Nova condução

Escolha

Aceitação

Negação

A sucessão de Davi desponta sob uma Promessa de Deus e afirmada sobre esta promessa.

Davi como já foi dito, em outros textos, deste trimestre, mostrou-se muito ligado a fertilidade através de suas muitas esposas reais.

1-Desta Prole Distinta Por:

Serem filhos de um mesmo pai;

Serem filhos de mães de origens diferentes;

Distanciados do pai, devido a sua lide real;

Pelas questões de primogenitura;

Pelo ventre pelo qual foi gerado, trouxe uma distinção ímpar na questão da sucessão do trono davídico e davidiano, por todas estas questões.

2-Assim a sucessão passava por alguns caminhos:

O Caminho da primeira sucessão real em Israel unificado;

O caminho da trivial escolha pelo rei;

O caminho natural da primogenitura e sua seqüência lógica;

O caminho da escolha divina

Aliado a esta:

O caminho, da escolha para o cumprimento da promessa.

O caminho de descanso [shabat] do povo de Deus.

Temos aí uma bifurcação especialmente dispare, na qual o Rei Davi se encontrou, ao chegar o momento da sucessão:

Adonias e Salomão.

Bate-Seba e Hagite, mãe do insurreto rebelde.

3-A situação familiar de Davi, e a confusão, que trouxe a sua casa continuam lhe trazendo problemas:

Nesta lição somos forçados a olhar para as lições anteriores para entendermos porque aconteceu isto com a Casa Real de Davi, casa escolhida por Deus com promessa de Reino Eterno.

Esta passagem tem muito a ver com o acontecido, durante a ida do Profeta Samuel, a Casa de Jessé para ungir a Davi.

Adonias era belo e achava que por sua aparência poderia aproveitar-se em ser agradável ao povo, pelas qualidades pessoais, além do amor de seu pai, que o mimava.

O tratamento que Davi dava ao seu filho Adonias era um tratamento, que hoje muitos pais dão aos seus filhos, esquecem que além da resposta “sim”, há também ocasião para responder “não”.

Deus continua vendo o coração e não a nossa aparente beleza, se tivermos, não é qualidade para qualificar um escolhido!

O mundo diz que “beleza é fundamental”.

Deus disse o coração e fundamental! “Um coração contrito, não desprezarás, ó Deus”. Davi em Salmos 51.

Leia o Texto Bíblico:

I Rs. 1.6. Ora, nunca seu pai o tinha contrariado, dizendo: Por que fizeste assim?

Saibamos falar não aos nossos filhos, na hora precisa para que ele não se levante contra a nossa autoridade dentro do lar.

Da mesma forma, dentro do Ministério, há momento de se falar não.

4-Filhos de Davi –

Destaque:

Filhos que deram problema na casa Real de Davi:

Amnom e Absalão.

Mortos e rebeliados e as suas mães:

Seu primogênito Amnom - de Ainoã, a jizreelita; violentou sua irmã Tamar. A filha de Davi fazia parte dos seus primeiros filhos nascidos, quando ele reinava em Hebrom, com o reino ainda dividido.

O terceiro Absalão - filho de Maacá, filha de Talmai, rei de Gesur; Ladrão de corações.II Sm.15. 6. Assim fazia Absalão a todo o Israel que vinha ao rei para juízo; desse modo Absalão furtava o coração dos homens de Israel.

O quarto Adonias - filho de Hagite. Tentou usurpar o reino de seu pai.

II Sm.3.3-5. 2 Nasceram filhos a Davi em Hebrom. Seu primogênito foi Amnom, de Ainoã, a jizreelita; o segundo Quileabe, de Abigail, que fôra mulher de Nabal, o carmelita; o terceiro Absalão, filho de Maacá, filha de Talmai, rei de Gesur; o quarto Adonias, filho de Hagite, o quinto Sefatias, filho de Abital; e o sexto Itreão, de Eglá, também mulher de Davi; estes nasceram a Davi em Hebrom.

Veja outros filhos de Davi: Em nosso Estudo: “Quem Foi Davi?”

5-Quantos de nós não precisamos nos humilhar, pois às vezes, estamos tomando o lugar alheio, mas a cobiça fala mais alta e vamos nos impondo com trajes de autoridade junto ao povo, sem perguntar ao Rei se somos os escolhidos ou mesmo sabendo de antemão, ouvindo à mesa do rei que ele já escolheu o seu ungido.

II - Adonias e Salomão:

Mais uma vez Deus interfere na vida do seu Povo, diferentemente do que os adeptos da Teologia Relacional ou do Processo andam pregando.

Faltava ouvir o Rei declarar quem seria seu sucessor, eles fizeram igual aqueles, que se querem dar importância e se lançam numa aventura, na primeira “oportunidade” de alcançar um lugar ao lado de alguém, que se faz “importante”, incorrendo muitas vezes em rebelião junto ao mesmo.

Muitos buscam títulos e isto ocorre no seio da Igreja.

III - A Ação de Davi:

Intercessão:

Ela, Bate-Sua busca o Rei, seu marido, no leito. Com humildade e resignação e reverência procura uma solução pela qual a Promessa de Davi, não caísse no vazio e o Rei que já estava enfraquecido, se torna refém dentro de sua própria casa [beit], e do querer do seu filho Adonias, que buscou a oportunidade para conquistar o que seu meio-irmão Absalão não conseguira.

Através da interferência de Bate-Sua, e do seu profeta da corte, Natã, Davi voltou a realidade do seu Reino, do qual ainda não houvera ordenado sucessão, ou fora destituído, e mais não determinara sucessor, e assume sua posição e palavra.

6. E nunca seu pai o tinha contrariado, dizendo: Por que fizeste assim? E era ele também muito formoso de parecer; e Hagite o tivera depois de Absalão.

É hora de repensar o tratamento dado aos seus filhos, que estão em sujeição.

Não seja irritadiço, mas seja fiel aos seus compromissos de educá-los sob os mandamentos de obediência e da Palavra de Deus.

I CR. 28. 3,6. Mas Deus me disse: [...]Todavia o Senhor Deus de Israel escolheu-me de toda a casa de meu pai, para ser rei sobre Israel para sempre; [...]E, de todos os meus filhos (porque muitos filhos me deu o Senhor), escolheu ele o meu filho Salomão para se assentar no trono do reino do Senhor sobre Israel, e me disse: Teu filho Salomão [...]escolhi para me ser por filho, e eu lhe serei por pai.

a-Davi mostra, quem realmente mandava em Israel e ainda velho causava comoção e respeito a todos.

Leia I Rs.1.1-55. Os versículos sem anotação do Livro, fazem parte dos textos da Lição e deste capítulo indicado.

Assim ele além de instruir como realizar a cerimônia de sua Sucessão, dá todas as coordenadas diplomáticas e cerimoniais para ser executadas pelos seus comandados.

Você pode pensar que estão usurpando seu lugar, mas Deus vai agir em teu favor e você ainda será exaltado, fique tranqüilo e espera o tempo de Deus, alguém vai ser usado por Deus para ser teu porta-voz, assim o Espírito Santo expressa o teu gemido diante de Deus em palavras inteligíveis e intercede em teu favor.

Andar na mula do Rei – mostrou ao povo que havia dignidade em Salomão, pois fora escolhido para andar na mesma cavalgadura de Davi.

Segundo a tradição judaica, da época, montar na Mula de Davi, sem permissão, significava morte do que o fizesse.

IV- A Intercessão de Mãe E do Profeta:

Bate-Seba, depois do nascimento de Salomão, não entrou novamente em cena até a revolta de Adonias, na qual ela e Natã informaram Davi do que estava acontecendo.

Tanto ela quanto Natã sabiam que Salomão, e não Adonias era o escolhido do Senhor.

Davi confortou Bate-Seba depois que seu filho morrera. E logo após ela concebeu a Jedidias, embora Davi, já avisado por Deus, o chamara de Salomão [Shalomon]

E agora que o reino estava à beira da guerra civil, mais que nunca, Bate-Seba precisava da garantia do rei para assegurar a sucessão de seu filho.

V - Um Rei Envelhecido, Mas Ainda de Presença Forte:

I Rs. 1-6. Ora, o rei Davi era já velho, de idade mui avançada;

5 E, de todos os meus filhos (porque muitos filhos me deu o Senhor), escolheu ele o meu filho Salomão para se assentar no trono do reino do Senhor sobre Israel,

Davi não perdeu a sua presença, manteve a mesma desde que era jovem, ou seja, a sua presença causava respeito e empatia a todos que o conheciam e foi aumentada pela Unção como Rei.

Mesmo em sua velhice ele se fazia respeitar, o seu poder de decidir era considerado, de tal forma, que apenas a presença de sua Mula na cidade, destarte Salomão estar sobre ela [veja no corpo do texto], fez estremecer a todos quanto se juntaram a Adonias, [Pv. 14. 28. Na multidão do povo está a glória do rei; mas na falta de povo está a ruína do príncipe.] ficaram “murchos” e de semblante abatido, pois não esperaram, ou melhor, não deram ouvidos a quem realmente, ainda reinava e tinha poder para determinar o seu sucessor.

Pv.29.26. Muitos buscam o favor do príncipe; mas é do Senhor que o homem recebe a justiça.

Isto demonstrou que um verdadeiro líder ainda que esteja envelhecido, quando toma uma posição, ele nem precisa aparecer no evento, um simples sinal de sua mão sobre os negócios de Deus ou sua palavra, faz o povo temer, pela aliança conhecida, do mesmo, com Deus, como se falasse: “Retira a tua mão, deste negócio, pois não podes lutar contra Deus”.

48 Então estremeceram e se levantaram todos os convidados que estavam com Adonias; e cada um se foi ao seu caminho.

49 E também disse o rei assim: Bendito o Senhor Deus de Israel, que hoje tem dado quem se assente no meu trono, e que os meus olhos o vissem.

VI - Quando a escolha é de Deus ela traz temor àquele que se levanta contra ao Escolhido do Rei:

Ao ver Salomão sobre a mula de Davi

50 Porém Adonias temeu a Salomão; e levantou-se, e foi, e apegou-se às pontas do altar.

51 E fez-se saber a Salomão, dizendo: Eis que Adonias teme ao rei Salomão; porque eis que apegou-se às pontas do altar, dizendo: Jure-me hoje o rei Salomão que não matará o seu servo à espada.

Tal qual as cidades de refúgio, o ato de Adonias correr ao tabernáculo, e agarrar-se as pontas do altar, significava para ele procurou segurança e abrigo, para não morrer, demonstrando que ele reconhecia que agira contra a vontade do rei e de Deus e era do seu conhecimento a vontade de seu pai.

Assim ele tem o seu animo mudado de exaltado, muito embora a exaltação do texto b´blicotenha o significado de uma tomada de decisão provocativa, com o intuito de ser auto-proclamar rei, com a ajuda de grupos que a ele se juntaram.

Também podemos dizer que ele teve que se humilhar perante Salomão.

VII- A Humilhação de Adonias:

Ele deixou-se levar pela cobiça. Não pela voz de Deus, através do Rei, ungido.

Ele incorreu em dois graves erros:

-Insurreição

-Não esperou a voz de Deus

Pv. 25.7. porque melhor é que te digam: Sobe, para aqui; do que seres humilhado perante o príncipe.

Esta atitude de Adonias também nos dá uma lição:

Reconhecer erros;

Reconhecer o agir da mão de Deus;

Reconhecer a autoridade paternal.

Na realidade, no vácuo do poder, [que Davi deixou acontecer] primeiro pela velhice de seu pai [“I Rs. 1-6. Ora, o rei Davi era já velho, de idade mui avançada;”], e pelas tantas linhas sobre o assunto, que estudamos neste trimestre, Adonias sentiu-se apto para iniciar uma forma de impor-se como Rei de Israel de maneira forçada, mas ao ver que o Rei Davi saíra de sua inércia, e cumpriu a sua palavra real, que não pode voltar atrás, ele temeu e tremeu pela sua vida e humilhou-se.

I Rs. 1-6. Ora, o rei Davi era já velho, de idade mui avançada; e por mais que o cobrissem de roupas não se aquecia. Disseram-lhe, pois, os seus servos: Busque-se para o rei meu senhor uma jovem donzela, que esteja perante o rei, e tenha cuidado dele; e durma no seu seio, para que o rei meu senhor se aqueça.Assim buscaram por todos os termos de Israel uma jovem formosa; e acharam Abisague, a sunamita, e a trouxeram ao rei. Era a jovem sobremaneira formosa; e cuidava do rei, e o servia; porém o rei não a conheceu.Então Adonias, filho de Hagite, se exaltou e disse: Eu reinarei. E preparou para si carros e cavaleiros, e cinqüenta homens que corressem adiante dele. Ora, nunca seu pai o tinha contrariado, dizendo: Por que fizeste assim? Além disso, era ele muito formoso de parecer; e era mais moço do que Absalão.

VII- Adonias e a Nossa Posição Espiritual Antes de Ouvirmos a Voz do Rei:

Às vezes aqueles, como nós, que éramos distantes do Rei Jesus, e avessos a sua autoridade real, só nos restou agarrar-nos as pontas do altar e pedir misericórdia a Deus por nossa vida e mesmo na nossa vida espiritual quando muitos se levantam querendo tomar o lugar do Rei, só as pontas do altar de Cristo podem dar garantias.

Ainda, mesmo que sejamos Obreiros, temos que tomar cuidado para não sermos contaminados pela cobiça de facilidades e sermos humilhados por ela.

O altar do Tabernáculo dava garantia de vida.

Agora a nossa garantia está no fato de que somos “ekklésia” – chamados para fora, o que nos leva a meditar na Epístola aos Hebreus. Cap. 13. 8-13. Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente.[...] Temos um altar, do qual não têm direito de comer os que servem ao tabernáculo.[...] Por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta. Saiamos pois a ele fora do arraial...

“Temos um altar, do qual não têm direito de comer os que servem ao tabernáculo”, significa que nós temos direitos extraordinários e especiais, por aceitarmos Jesus como nosso Rei e Salvador.

As Escrituras nos diz, que Salomão foi chamado por Deus para pedir, o que ele quisesse, mas ele não pediu ao Senhor, nem ouro nem riquezas, mas sabedoria específica: “para entrar e sair de diante do Povo de Israel”.

II Cr.1.7-10. ...Deus apareceu a Salomão, e lhe disse: Pede o que queres que eu te dê. E Salomão disse a Deus:[...] a mim me fizeste rei em seu lugar. [...]; porque tu me fizeste rei sobre um povo numeroso...Dá-me, pois, agora sabedoria e conhecimento, para que eu possa sair e entrar perante este povo; pois quem poderá julgar este teu povo...?

VIII - A Ação de Salomão a Respeito da Vida de Seu Meio-Irmão:

Vemos que ele se mostra corajoso.

Dotado pela Unção que lhe foi impetrada pelo Sacerdote Zadoque, faz o seu primeiro julgamento, usando um conceito da Justiça. I Rs.1. 39. Então Zadoque, o sacerdote, tomou do tabernáculo o vaso do azeite e ungiu a Salomão. Então tocaram a trombeta, e todo o povo disse: Viva o rei Salomão!

Quero dizer com isto, que ele aplica o conceito da justiça verdadeira, que é a Justiça de Deus.

II Sm.22. 27. Para com o puro te mostras puro, mas para com o perverso te mostras avesso.

I Rs. 1.52,53. E disse Salomão:Se for homem de bem, nem um de seus cabelos cairá em terra; se, porém, se achar nele maldade, morrerá. E mandou o rei Salomão, e o fizeram descer do altar; e veio, e prostrou-se perante o rei Salomão, e Salomão lhe disse: Vai para tua casa.

CONCLUSÃO:

Podemos ser afligido por causa de situações como esta, pela qual passou Salomão.

Mas, sejamos como ele, não disse uma palavra a respeito do que ocorria, como vemos no texto bíblico.

Ele tinha alguém intercedendo por ele.

Ele conhecia o coração do rei.

Ele sabia da Promessa do Rei.

Ele sabia que uma vez dada a palavra real não pode ser mudada.

Ele esperou em seu senhor. Nós esperamos no Senhor Jesus, Nosso Senhor e Salvador.

Destaco a sua atenção:

Davi após a sua decisão pôde descansar em seu leito, ele fizera o que Deus lhe mandara.

I Rs.1.47. E também os servos do rei vieram abençoar a nosso senhor, o rei Davi, dizendo: Faça teu Deus que o nome de Salomão seja melhor do que o teu nome; e faça que o seu trono seja maior do que o teu trono. E o rei se inclinou no leito. 48.E também disse o rei assim: Bendito o Senhor Deus de Israel, que hoje tem dado quem se assente no meu trono, e que os meus olhos o vissem.

Ele pode fazer como o Apóstolo Paulo, ao ensinar ao seu filho Timóteo e outros.

II Tm.4.7. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.

Fonte:

Martinho Lutero Semblano.

Jane Bichmacher de Glasman - Professora da UERJ, do ISTARJ, escritora

Bíblia Dake

Bíblia Plenitude

Bíblia digital – cortesia Tio Sam

CGADB - Pr. Walter Santos Baptista

Lição CPAD

Apontamentos do autor

Texto: Quem foi Davi – autoria própria.

Teologia Relacional – Caio Fábio

Augustus Nicodemus

Andrew Jumper – INRV

Antigo e Novo Testamento – CPAD - Gerhard Hasel

Bíblia Dake – CPAD

Outras fontes consultadas.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

FOTOS DO BATISMO

DAVI E A RESTAURAÇÃO DO CULTO A JEOVÁ (LIÇÃO BIBLICA Nº 11)


LIÇÃO N° 11 - 13/12/2009 - "DAVI E A RESTAURAÇÃO DO CULTO A JEOVÁ"
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA – NITERÓI - RJ

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

LIÇÃO 11 - DIA 13/12/2009

TÍTULO: “DAVI E A RESTAURAÇÃO DO CULTO A JEOVÁ”

TEXTO ÁUREO – I Cr 16:5

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Cr 16:7-14

PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO

e.mail: geluew@yahoo.com.br





I – INTRODUÇÃO:



• Quem se assenta num banco de Igreja aparenta ser um adorador. Mas, muitas vezes não o é! Quantas refeições têm sido planejadas na hora solene do culto!? Quantos negócios têm sido planejados, rascunhados e contratos fechados nas mentes daqueles que lotam os bancos da casa do Senhor, aparentando serem adoradores!? Tenhamos cuidado, pois A ADORAÇÃO A DEUS É UMA ORDEM!: I Cr 16:29; Sl 95:6; 99:5




II – DEFINIÇÃO DE ADORAÇÃO:



- Há duas palavras no A. T. significando ADORAÇÃO:




- (A) - Uma delas, em certos lugares, tem o sentido de “FAZER REVERÊNCIA”, “INCLINAR-SE”. Daí, ADORAÇÃO significa “RESPEITO E HONRA PRESTADOS A UMA PESSOA DE DISTINÇÃO” (Dn 2:46, 3:5).




- (B) - A outra, usa-se a respeito do culto ao Senhor, bem como a culto prestado a outros deuses ou objetos de reverência. Neste sentido, ADORAÇÃO significa “CULTO OU VENERAÇÃO QUE SE PRESTA À DIVINDADE OU OBJETOS DE REVERÊNCIA” (Gn 24:26; Ex 34:14; Dt 4:19; Is 44:15, 17, 19; 46:5-7).







- No N. T. a palavra ADORAÇÃO significa, na sua origem, “BEIJAR A MÃO DE ALGUÉM, COMO SINAL DE CONSIDERAÇÃO, FAZENDO-SE UMA INCLINAÇÃO RESPEITOSA”. Por exemplo, temos as seguintes passagens bíblicas: ADORAÇÃO A DEUS (Mt 4:8-10); REVERÊNCIA PARA COM JESUS CRISTO (Lc 8:26-28); e CULTO IDÓLATRA (At 7:42-43 cf Apc 9:20; 14:9-10; 22:8-9)




- Com estes dois significados, temos o conceito essencial de ADORAÇÃO: “SERVIÇO ou TRABALHO EFETUADO PELOS ESCRAVOS OU EMPREGADOS”. A fim de prestar adoração a Deus, os Seus servos devem prostrar-se, em sinal de temor reverente, admiração, respeito e honra, que são atitudes próprias de um verdadeiro adorador.





III – O LUGAR DO CULTO:



• De início, o culto se fazia em todo lugar onde fosse levantado um altar ao Senhor. Mais tarde, o culto ficou restrito ao lugar determinado por Deus:




• (1) – O TABERNÁCULO – Entre os israelitas, o Tabernáculo funcionava como um santuário portátil, onde se realizava o culto público, durante a peregrinação no deserto, até o reinado de Salomão; representava o templo de Deus e o lugar de Sua habitação – Ex 35:11-19; 40:34 cf Hb 8:2; 9:11.




• (2) – O PRIMEIRO TEMPLO – O próprio Deus mandou que fosse construído para o Seu encontro com o povo (I Cr 17:4-12); no entanto, somente no reinado de Salomão foi que Deus permitiu a construção (I Cr 21:28-30 cf I Cr 22:1); a planta geral era idêntica a do Tabernáculo, mas as medidas eram em dobro e as ornamentações mais ricas (II Cr 3; 4). Este templo foi dedicado por Salomão para o culto a Deus (I Rs 8:12-66); sofreu vários estragos e foi reduzido a cinzas pelos babilônios (II Rs 25:9-17);




• (3) – O SEGUNDO TEMPLO - foi reconstruído no tempo de Zorobabel, sendo completado e dedicado a Deus no ano 516 a. C., permanecendo durante 500 anos. (Ed 6:3, 12, 15-18). Nesta época, a Arca do Concerto desapareceu e o Santo dos Santos estava vazio de tudo que era visível; estava ocupado somente pela presença do Deus invisível. Porém, o culto foi restabelecido.




• (4) – O TERCEIRO TEMPLO – Foi construído por Herodes, o Grande, no ano 67 a. C. com a finalidade de tão-somente agradar os seus súditos e ganhar popularidade. Este templo foi destruído no ano 70 de nossa era pelos exércitos do general Tito; seus tesouros foram levados triunfalmente para Roma. No seu lugar atualmente, está edificada a célebre Mesquita de Omar, sobre a rocha sagrada do Monte Moriá. Em Ezequiel, capítulos 40 a 48, está registrada a visão do novo templo do Senhor que será construído para a restauração da glória de Deus no meio do Seu povo.





IV – AS DIVERSAS PARTES DO CULTO NO ANTIGO TESTAMENTO:



• O desejo de Deus é que o Seu povo seja santo e mantenha comunhão com Ele, que é um Deus Santo. Deste modo, era necessário que o povo realizasse certas cerimônias que implicavam em purificação, consagração e separação, tendo como objetivo a Santidade. Portanto, o culto na Antiga Aliança consistia de OFERTAS e FESTAS SAGRADAS. Vejamos:




• (1) – CHAMAMENTO – O povo era chamado a comparecer perante um Deus Santo (Ex 35:1);




• (2) – CONVITE À SANTIFICAÇÃO – O povo era convidado a se santificar pelo oferecimento de ofertas, quais sejam: ofertas queimadas (holocausto); oferta de manjares; ofertas de paz ou de graça; ofertas pelos pecados e ofertas pelas ofensas e transgressões. (Lv 1; 2; 3; 4; 5:1-6; 7)




• (3) – SANTIFICAÇÃO E CONSAGRAÇÃO – O povo era convidado a tomar uma atitude de santificação e consagração através das “santas convocações” ou festas sagradas, que eram as seguintes: Sábado Semanal (Lv 23:3; 25:3-7); Pães Asmos ou Festa dos Tabernáculos (Lv 23:4-8); Pentecostes (Lv 23:15-25) e Comemoração do Ano do Jubileu (Lv 25:8-18)




• Logo, por meio de todo esse ritualismo podemos vislumbrar os propósitos do culto:




• (A) – Visão da santidade de Deus;




• (B) – Visão do pecado do homem e da sua necessidade de perdão;




• (C) – Sentimento de gratidão diante de um Deus gracioso e misericordioso;




• (D) – A visão da mensagem de Deus;




• (E) – Dedicação ao Deus soberano.




• Foram exatamente as mesmas experiências registradas no encontro de Isaías com Deus no templo e de Pedro e os outros discípulos com o Senhor Jesus – Is 6:1-8 cf Lc 5:1-11.





V – O CULTO NO NOVO TESTAMENTO:



• Leiamos I Cor 14:26; Ef 5:18-21; Cl 3:16-17




• SALMOS – Hinos do Antigo Testamento cantados ao som de instrumento de cordas, como a harpa.




• DOUTRINAS – Exposição sistemática e lógica das verdades extraídas da Bíblia, visando o aperfeiçoamento espiritual do crente.




• REVELAÇÃO – Manifestação sobrenatural de uma verdade que se achava oculta.




• LÍNGUAS – Capacidade de se falar de maneira sobrenatural concedida pelo Espírito Santo, visando a consolação, exortação e edificação dos santos.




• INTERPRETAÇÃO – Exposição, explicação e esclarecimento de um determinado texto das Sagradas Escrituras.




• DOM DE INTERPRETAÇÃO DE LÍNGUAS – Dom sobrenatural concedido pelo Espírito Santo, cujo principal objetivo é transformar as línguas estranhas numa mensagem de edificação, exortação ou consolação à Igreja.




• HINOS – Cânticos de louvor a Deus.




• CÂNTICOS ESPIRITUAIS – Hinos cantados em línguas estranhas que, quando interpretados, continham palavras de exortação. A partir da interpretação, a Igreja Primitiva usava-os nos cultos.







VI – OS PRINCIPAIS ELEMENTOS DO CULTO NO N.T.:



- Estes elementos são os meios usados pelo adorador para expressar o culto ao Senhor.




1) A BÍBLIA SAGRADA - Ela é a Palavra de Deus. Ela é o elemento mais importante do culto cristão, pois TODOS OS ATOS DE ADORAÇÃO DEVEM ESTAR BASEADOS NA PALAVRA DE DEUS. As verdades bíblicas devem modelar o ato de culto, bem como as idéias e o comportamento do adorador (I Sm 15:22-23; Mt 15:9). A bíblia aparece no culto sob diversas formas. As principais são:




A) A LEITURA (INDIVIDUAL, CONJUNTA ou ALTERNADA) - I Tm 4:13; I Ts 5:27; Apc 1:3




B) A PREGAÇÃO - Lc 4:16-30




C) O CÂNTICO (CONGREGACIONAL, CORAL, CONJUNTOS, SOLOS) - Cl 3:16




D) AS SAUDAÇÕES - II Cor 1:-6; e




E) AS BÊNÇÃOS PASTORAIS - II Cor 13:13







2) A ORAÇÃO - Orar é cumprir uma ordem do Senhor (Lc 18:1; I Ts 5:17). A oração é indispensável ao cristão, que deve praticá-la individualmente e coletivamente (Mt 6:5-8; At 12:12 cf Rm 8:15; Gl 4:6). A Bíblia ensina que a oração faz parte do culto particular e público.




3) A MÚSICA - Também se destaca como um elemento indispensável ao culto. A Igreja sempre usou hinos e cânticos na expressão do seu culto (Rm 15:9; I Cr 14:15; Ef 5:19; Cl 3:16; Tg 5:13; Apc 5:9; 14:3; Mt 26:30)




4) OS SACRAMENTOS - Os sacramentos são santos sinais e selos do pacto da graça, imediatamente instituídos por Deus, para representar Cristo e os seus benefícios e confirmar o nosso interesse nele, bem como para fazer uma diferença visível entre os que pertencem à Igreja e o resto do mundo, e, solenemente, obrigá-los ao serviço de Deus em Cristo, segundo a Sua palavra. HÁ SOMENTE DOIS SACRAMENTOS INSTITUÍDOS POR JESUS:




A) O BATISMO - Mt 28:19; e




B) A SANTA CEIA - Mt 26:26-30.







5) OFERTAS e DÍZIMOS - Os atos de ofertar e dizimar fazem parte do culto; são partes de nossa devoção a Deus, de nosso compromisso com a pregação do Evangelho; integram e são inseparáveis da nossa adoração; ofertar sempre foi um elemento integrante da adoração a Deus e uma expressão de fidelidade (Dt 12:4-7; Ml 3:10; Mc 12:41-44; II Cr 8:12-18; Hb 13:16).





VII – CONSIDERAÇÕES FINAIS:



• O fim principal do homem é glorificar a Deus e fazer o que Ele manda. Este é também o propósito da Igreja no culto que oferece ao Senhor. Esse propósito se constitui do seguinte:




• (1) – Louvar a Deus – Sl 84:4;




• (2) – Edificar a Igreja pela Palavra e pela oração – Sl 84:1-12; I Cor 14:4-26;




• (3) – Fazer discípulos por meio da proclamação da Palavra e pelo ensinamento das doutrinas do Senhor – Mt 28:19-20;




• (4) – Expressar a unidade do povo de Deus – At 2:13-14, 46








FONTE DE CONSULTA:



• Revista Educação Cristã – Vol. IX – SOCEP – Sociedade Cristã Evangélica de Publicações Ltda

• Idem - volume I

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

GRANDE BATISMO REALIZADO DIA 29 DE NOVEMBRO DE 2009 ASS. DE DEUS DE CAÇAPAVA DO SUL!....


26 NOVOS IRMÃOS BATIZADOS
"TODO AQUELE QUE CRER E FOR BATIZADO SERÁ SALVO" (Mc 16.16)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

DAVI E O PREÇO DA NEGLIGÊNCIA NA FAMILIA LIÇÃO BIBLICA Nº 10


Lição 10 - 06 de dezembro de 2009 - Davi e o Preço da Negligência na Família

Lição 10 - 06 de dezembro de 2009 - Davi e o Preço da Negligência na Família


TEXTO ÁUREO


"Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia"
(1 Tm 3.4).


VERDADE PRÁTICA

Não adianta termos êxito em tudo se a nossa família é uma prova do nosso fracasso.
HINOS SUGERIDOS 77, 141, 210


LEITURA DIÁRIA

Segunda
2 Sm 6.16
O injusto desprezo de uma esposa
Terça
2 Sm 11.1-4; Êx 20.14
Adultério, o inimigo do lar
Quarta
2 Sm 12.11
O juízo divino sobre a família de Davi
Quinta
2 Sm 15.6
Um filho rebelde
Sexta
2 Sm 12.16; 1 Cr 29.19
A oração de um pai em favor de seu filho
Sábado
Pv 23.13
A disciplina dos filhos



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Samuel 13.2,5,10-12,14,15


INTERAÇÃO

Prezado professor, como está a sua família? Todos estão bem? Você tem tido cuidado com o seu cônjuge? Será que, como pai, você não está cometendo os mesmos erros que Davi? Pense... A família é o nosso maior patrimônio. É uma das grandes dádivas de Deus para nós. Davi foi um dos maiores reis de Israel, no entanto, fracassou na educação e na formação dos seus filhos. Ele não colocou sua família entre as suas prioridades. Reflita com seus alunos acerca dos erros cometidos por Davi em sua vida familiar e encoraje-os a cuidar e proteger sua família.


OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Identificar a negligência de Davi em relação à sua família.
Compreender o papel da disciplina na educação dos filhos.
Reconhecer a importância do afeto e da presença dos pais na vida dos filhos.


ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Reproduza o quadro abaixo e providencie uma cópia para cada aluno. Caso seja possível, apresente-o em forma de slides no PowerPoint. O fato de Davi haver transgredido a Lei Mosaica (Dt 17.17), adquirindo para si muitas mulheres, trouxe-lhe consequências terríveis. Tais consequências não atingiram apenas o "homem segundo o coração de Deus", mas toda a sua família. Utilize o quadro para refletir com seus alunos a respeito de questões familiares, tais como fidelidade conjugal, educação de filhos etc.


COMENTÁRIO


INTRODUÇÃO

Palavra Chave:
Negligência
Desatenção; descuido; desleixo


Admirados diante dos grandes feitos de Davi como rei de Israel, achamos difícil admitir a sua negligência como pai de família. Às vezes corremos o risco de cuidar demasiadamente da imagem pessoal e do progresso profissional, e descuidar da assistência ao lar. Não há como eximir Davi de sua omissão na educação de seus filhos. Isso fica mais evidente quando descobrimos que os maiores escândalos sexuais aconteceram dentro da família real (2 Sm 13.1-19; 16.20-23). Não seria este o momento de não apenas estudarmos acerca dos erros de Davi, mas de extrairmos lições que nos ajudem na formação de nossos familiares?

I. DAVI FRACASSA NA FORMAÇÃO CULTURAL DOS FILHOS

1. Os valores dos filhos do mundo. Os hebreus tinham uma facilidade muito grande de assimilar os costumes das culturas vizinhas. De fato, esse foi um problema crônico que acompanhou o povo de Deus ao longo de sua história. A fim de preveni-los desse mal, ainda no ministério mosaico, Deus advertiu-os: "E não andeis nos estatutos da gente que eu lanço de diante da vossa face, porque fizeram todas estas coisas; portanto, fui enfadado deles" (Lv 20.23). Infelizmente a história irá mostrar que a absorção de tais costumes foi a causa principal da derrocada de Israel. No período dos reis, devido ao afrouxamento na observação dos princípios divinos, esse perigo se tornou mais ameaçador (2 Rs 17.19). Muitos costumes vividos por Davi, como o de possuir várias mulheres, refletem mais a cultura circundante de seus dias do que a cultura bíblico judaica. Lamentavelmente, foram alguns desses princípios valorativos que Davi deixou de herança para seus descendentes.
Uma coisa pode ser legal, isto é, amparada por um costume ou até mesmo por uma lei coercitiva; todavia, essa mesma coisa pode não ter apoio moral. Nos dias de Davi, era costume um monarca desposar várias mulheres. Culturalmente não havia nenhum problema nisso, mas teria essa prática apoio moral na Palavra de Deus, que Davi tão bem conhecia? Davi e outros reis depois dele parecem ignorar aquilo que é moral para se ajustar àquilo que era convencionalmente aceito.
2. Os valores dos filhos do rei. Amnom possuía uma escala de valores invertidos, que se reflete, por exemplo, na ideia que ele tinha sobre a sexualidade humana. Totalmente dominado por uma paixão e concupiscência doentias, vejamos algumas de suas características:
a) Ele estava dominado pela atração física. O texto sagrado na versão atualizada declara que Amnom se "enamorou pela formosura" de sua meio-irmã Tamar (2 Sm 13.1). Mesmo naqueles dias, o culto ao corpo já era bem familiar nas culturas pagãs. Amnom não conseguia ver em sua meio-irmã a pureza de uma donzela filha do rei, mas contemplava-a como um objeto sexual.
b) Ele estava à procura de sexo. É muito fácil confundir sexo com amor e, uma paixão fugaz com um relacionamento. Entretanto, há uma diferença assombrosa entre ambos. Não devemos esquecer que Amnom era meio-irmão de Tamar e, portanto, deveria saber que um relacionamento entre eles era impossível (Lv 20.17). Mesmo diante da sugestão de Tamar, Amnom violenta-a e satisfaz, à força, o seu desejo de gratificação sexual, sabendo que isso não era permitido e teria a reprovação de Davi.
c) Ele demonstra ser um homem impulsivo e não racional. Os impulsos dominaram Amnom. Através da primeira carta aos Coríntios (capítulo 13), ficamos sabendo que o amor é mais um comportamento do que um sentimento. É sentimental, mas também racional. Tivesse Amnom a noção exata do que significa o verdadeiro amor, por certo não teria destruído a vida de sua irmã para satisfazer um desejo pessoal, egoísta e irracional.

REFLEXÃO
Davi deveria ter amado seus filhos o suficiente para se envolver em suas vidas e corrigir seus pecados.
Kenneth Gangel


SINOPSE DO TÓPICO (1)
O fracasso de Davi na formação cultural dos filhos acarretou tragédias para dentro de sua casa.


II. DAVI FRACASSA AO NÃO IMPOR LIMITES

Atualmente, observamos diversas pessoas correndo de igreja em igreja em busca de "profecias" e de "revelações". Tais "crentes", na verdade, querem respostas para seus problemas pessoais (2 Tm 4.3). Como já vimos em 1 Coríntios 14.3, o propósito divino da profecia é consolar, exortar e edificar. Qualquer profecia que fuja a este propósito não procede de Deus e jamais se cumprirá (Dt18.22).
1. Julgando as profecias pela Palavra. A profecia na igreja necessita ser julgada (1 Co 14.29), mas quais os parâmetros para o seu julgamento? A resposta é a própria Palavra de Deus, que é nosso modelo áureo e referência plena de fé; o guia da nossa vida, do nosso culto ao Senhor, e do nosso desempenho no seu trabalho (2 Tm 3.16,17). Qualquer profecia na igreja que entre em conflito com os ensinamentos e doutrinas bíblicas não pode vir de Deus.
Os falsos mestres e profetas, como nos tempos do Antigo Testamento, enganam o povo, porque são emissários do Diabo (Jo 8.44). Todavia, a Bíblia declara: "Nenhuma mentira vem da verdade" (1 Jo 2.21). O crente fiel, que sempre ora e lê a Palavra de Deus, compara aquilo que ouve com o que está escrito na Escritura, a fim de comprovar a veracidade das profecias enunciadas na igreja.
2. Julgando o falso profeta pelos frutos. Jesus Cristo nos adverte a respeito de falsos profetas que se infiltram no meio do povo de Deus. Apesar da aparênciade piedade, não passam de agentes de Satanás; sua missão: corromper a fé dos salvos e destruir a unidade da Igreja (Mt 7.15-23). Muitos deles operam sinais e prodígios (Mt 24.24), mas tudo isto fazem sob a eficácia de Satanás (2 Ts 2.9,10). Como identificá- los? Como saber se estão em nosso meio? A resposta é: conhecendo a Palavra de Deus e tendo o discernimento pelo Espírito Santo. Além disso, os seus frutos são uma irrefutável evidência de sua mentira e falsidade (Gl 5.22,23). A árvore má não pode dar frutos bons (Mt 7.16-20).

SINOPSE DO TÓPICO (2)
Davi foi um rei bem-sucedido, mas fracassou na disciplina de seus filhos.


III. DAVI FRACASSA COMO PAI

1. Um pai ausente. Um bom pai acompanha seus filhos de perto, orientando-os inclusive em relação às suas companhias. Os fatos ocorridos com Amnom revelam que, por trás do plano arquitetado para violentar sua meia-irmã, havia um "amigo" chamado Jonadabe, o qual o aconselhou a cometer tamanho crime (2 Sm 13.2-5). Jonadabe, que demonstra ser um mau caráter, atua como uma espécie de "pedagogo" para Amnom. Mas onde estava Davi? Nunca é demais dizer que os pais devem ser os melhores amigos dos filhos sem, contudo, serem seus cúmplices.
2. Um pai sem afetividade. O relacionamento entre Davi e seus filhos obedecia a um formalismo frio. A forma como ele tratou Absalão, após este ter assassinado Amnom, é uma prova disso. Depois de cometer o crime, Absalão fugiu para Gesur (2 Sm 13.38) e, três anos depois do fato ter acontecido, Davi ainda não lhe perdoara. Graças à intercessão de Joabe, Absalão volta ao palácio real, mas sem ter o direito de ver a face do pai (2 Sm 14.28). Após muita insistência, Absalão foi admitido na casa real. Davi, como gesto de perdão e admissão do filho, até o beijou, mas tal ato foi insuficiente para reparar os danos causados pela falta de afetividade do passado (2 Sm 14.33). Completando o círculo de desgraças, Absalão armou um Golpe de Estado e acabou morto (2 Sm 18.9-15).

REFLEXÃO
"Deus nos aceita apesar do pecado e nos disciplina por causa de nosso pecado."
Kenneth Gangel


SINOPSE DO TÓPICO (3)
O afeto e a presença dos pais na vida dos filhos é fundamental para uma boa educação.



CONCLUSÃO

Há por certo outras virtudes de Davi que ainda não contemplamos, todavia, essa análise às avessas visa nos alertar para os perigos que cercam nossas famílias. Seja como for, quer de forma positiva, quer de forma negativa, Davi nos ensina.


AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO


Subsídio Histórico

"Disciplina é um componente necessário do amor (Hb 12.5,6). Obviamente, a disciplina paterna oferecida por cristãos no contexto da família deveria sempre ser amorosa - nunca aplicada com raiva. [...] Disciplina identifica o filho como um membro genuíno da família (Hb 12.7,8). A referência a pais terrenos nesses versículos indica novamente que Deus nos ensina verdades espirituais através de ilustrações familiares. [...] Disciplina de pais humanos nunca é perfeita (Hb 12.9,10). A Escritura ensina que nós temos de reverenciar, ou honrar, pais que nos corrigem, mesmo quando eles fazem isso de forma imperfeita e às vezes mediante seus próprios padrões.[...] Disciplina sempre parece ser dolorosa na hora, mas no fim produz frutos (Hb 12.11). [...] Uma disciplina bem-sucedida requer paciência, persistência e uma visão clara do objetivo. Disciplina nem sempre significa fazer coisas para e por seus filhos. Às vezes pode significar exigir que eles façam coisas essenciais por si mesmos"
(GANGEL, Kenneth O. & GANGEL Jefrey S. Aprenda a ser pai com o Pai. RJ: CPAD, 2004, pp.141-2).


VOCABULÁRIO

Acautelar: Ter cuidado.
Incauto: Ignorante.


BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

YONG, Ed. Os 10 Mandamentos da Criação dos Filhos. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
GANGEL, Kenneth O. GANGEL, Jefrey S. Aprenda a ser pai com o Pai. Rio de Janeiro:CPAD, 2004.


SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão CPAD, nº 40, p.41.


EXERCÍCIOS

RESPONDA

1. Cite três atitudes que demonstram que Amnom não se pautava pelos valores bíblicos.
R. Ele estava dominado pela atração física, à procura de sexo e demonstrava ser um homem impulsivo e não racional.

2. O que significa, segundo a língua original, a expressão "se exaltou"?
R. Significa "levantar-se contra a autoridade constituída".

3. À luz da história de Amnom, como os pais devem agir em relação às companhias de seus filhos?
R. Um bom pai deve acompanhar seus filhos de perto, orientando-os inclusive em relação às suas companhias.

4. Os pais devem ser amigos dos filhos ou cúmplices?
R. Os pais devem ser os melhores amigos dos filhos sem, contudo, serem cúmplices.

5. Comparando a forma de Davi educar com a sua, em que vocês mais se parecem e em que mais divergem?
R.Resposta pessoal.


APLICAÇÃO PESSOAL

Os pais não estão somente criando filhos, mas construindo templos. Uma vez que os seres humanos são feitos para serem preenchidos com a presença de Deus, os pais são construtores de templos, assentando uma fundação sólida de disciplina coberta por um telhado robusto de incentivo. Conectando a fundação (que dá estabilidade) ao telhado (que dá segurança), há duas robustas colunas chamadas estabilidade e firmeza .

(YOUNG, Ed. Os 10 Mandamentos da Criação dos Filhos. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

GRANDE BATISMO NESTE DOMINGO AS 19:30 HORAS



IEAD CAÇAPAVA DO SUL
RUA BARÃO DE CAÇAPAVA 925
NESTE DOMINGO BATISMO VENHA FAZER UMA VISITA!.....

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL DE DAVI LIÇÃO BIBLICA Nº 9



Lição 9 - 29 de novembro de 2009 - A restauração espiritual de Davi




TEXTO ÁUREO

"Então, disse Davi a Natã: Pequei contra o SENHOR. E disse Natã a Davi: Também o SENHOR te traspassou o teu pecado; não morrerás"
(2 Sm 12.13).


VERDADE PRÁTICA

O caminho da restauração passa pelo arrependimento e confissão do erro cometido e abandono da prática.
HINOS SUGERIDOS 20, 29, 33


LEITURA DIÁRIA Segunda
Jó 22.23
Deus restaura o que se arrepende
Terça
Sl 19.7
A Palavra de Deus restaura a alma
Quarta
Is 57.18
Deus restaura os caminhos do pecador
Quinta
Mq 7.18,19
Deus perdoa e "esquece"
Sexta
Hb 8.12
A misericórdia divina
Sábado
Sl 32.1,2
O perdão traz a verdadeira alegria



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Salmos 51.1-4,7-12,17


INTERAÇÃO

Caro professor, nesta lição, o "homem segundo o coração de Deus", de acordo com Mark Dever, tornou-se o retrato mais claro do que significa arrepender-se do pecado. Como homem, Davi errou e quase veio a sucumbir, no entanto, ao contrário de Saul, não tentou se justificar, mas arrependeu-se profundamente e reconheceu o seu pecado (2 Sm 12.13a; Sl 51.4). Aproveite esta aula para enfatizar aos alunos a importância da confissão, do arrependimento e do abandono da prática do pecado.


OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Compreender que o caminho da restauração passa pelo arrependimento, confissão e abandono do pecado.
Conscientizar-se da importância da Bíblia para a restauração espiritual.
Reconhecer a influência do meio na decisão do indivíduo em pecar, ou não.


ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Realize um pequeno debate com o seguinte problema: "Saul transgrediu a Lei do Senhor e, em virtude disso, perdeu o trono. O que o torna diferente de Davi? Por que Davi pecou e não perdeu o reino?" Após ouvir as respostas, explique que a diferença entre Saul e Davi provavelmente está na atitude dos dois em relação ao pecado. Ao pecar, Saul tentou justificar-se transferindo a responsabilidade para o povo (1 Sm 13.13,14; 15.1-3, 9, 15-31). Ao passo que Davi, arrependeu-se profundamente (2 Sm 12.13a; Sl 51.4). Conclua o debate mostrando que atualmente o crente que não reconhece seus erros e rejeita a disciplina de Deus, poderá ter o mesmo destino de Saul. Esteja atento para que o debate não se estenda muito, utilize, no máximo, 10 minutos.


COMENTÁRIO


INTRODUÇÃO

Palavra Chave:
Restauração
Restabelecimento de uma situação vivida anteriormente; conserto.


O relacionamento pecaminoso de Davi com Bate-Seba foi rápido, mas as suas consequências foram duradouras. Até ser confrontado pelo profeta, ele agiu à semelhança dos nossos primeiros pais, que também tentaram ocultar seus pecados (Gn 3.1-13). Todavia, uma vida de pecados ocultos apenas prolonga o sofrimento de quem os comete, já que de Deus ninguém consegue esconder nada. Por certo, Davi só obteve paz espiritual após dizer a frase que resume a atitude de um pecador arrependido: "Pequei contra o Senhor" (2 Sm 12.13).

I. A RESTAURAÇÃO E A PALAVRA DE DEUS

1. Davi e a Palavra de Deus. Davi certamente era um homem que amava a Palavra de Deus. Entretanto, podemos afirmar com segurança que no momento de sua queda espiritual ele estava longe da lei divina. Poderia um homem estar agindo de acordo com a Palavra de Deus e ainda assim possuir a mulher do seu próximo e mandar matar seu marido? Por certo não! O mais simples é entendermos que Davi se tornara um burocrata, e um crente com uma vida devocional pobre, e que, por isso, não percebera sua fragilidade nem tampouco a cilada de Satanás.
Davi foi confrontado pela Palavra de Deus pronunciada pelo profeta Natã (1 Sm 12). Qual outra fonte se atreveria a confrontar o rei? Somente a Palavra de Deus é poderosa para lançar luz em nossas densas trevas.
2. O cristão e a Palavra de Deus. Em o Novo Testamento encontramos várias atitudes que o cristão deve tomar em relação à Palavra de Deus, a fim de que não venha tropeçar (Rm 10.17; 1 Ts 1.6). O crente necessita ouvir a Palavra, recebê-la e também nela meditar (Sl 1.2). A Palavra precisa ser aceita e acolhida por nossas mentes e corações. Quantos tropeçam porque não recebem aquilo que Deus está a lhes falar? Armar-se com a Palavra é outra atitude fundamental para não fracassar (Ef 6.17). Contudo, o que adianta armar-se com a Palavra ou estar cheio dela se não soubermos como usá-la? É preciso manejar bem a Palavra da verdade (2 Tm 2.15).

SINOPSE DO TÓPICO (1)
A Palavra de Deus é fundamental no processo de restauração, atuando como luz em nossas densas trevas.


II. A RESTAURAÇÃO E A INFLUÊNCIA DE FATORES EXTERNOS EM NOSSAS DECISÕES

1. A influência do meio. Embora não sirva de desculpa, não há como negar que Davi se deixou influenciar pelo meio no qual vivia. Na cultura do Antigo Oriente os reis eram quase semi-deuses, podendo exercer um poder absoluto e ter praticamente tudo o que queriam. Ser o homem de várias mulheres era algo considerado "normal" naqueles dias. Com Davi não foi diferente. Essa influência do meio fez com que ele desejasse e possuísse Bate-Seba, sem se dar conta do grande mal que estava praticando.
Veremos mais adiante que o meio não deve servir de justificativa para nos eximir de nossas responsabilidades morais, no entanto, não devemos subestimar o poder exercido por ele (Rm 12.2). Tomemos cuidado com o meio no qual vivemos.
2. Nossa responsabilidade moral. Já falamos que Davi estava no lugar errado e na hora errada. Porém, em seu processo de restauração, isso não é levado em conta e nem deveria, já que a Escritura coloca sobre nós toda a responsabilidade pelas decisões que tomamos. Devemos dar a resposta adequada ao meio onde nos encontramos. A restauração de Davi começa por essa conscientização.
É bom sabermos que, como agentes morais livres, somos responsáveis por nossas ações ou decisões. Não é possível nenhum processo de restauração quando desconsideramos esse fato. Por que Davi caiu? Por que Pedro negou a Jesus? Por que Judas o traiu? Em todos os casos, de quem era a culpa? Deus pode ser responsabilizado pelas ações desses homens? Algum deles foi predestinado a cometer tal ato? Em todos esses casos, quer estivessem motivados por agentes da tentação externos, quer não, a Escritura põe a responsabilidade desses atos sobre cada um deles. A culpa foi de Davi, a culpa foi de Pedro, a culpa foi de Judas. A culpa é nossa. É por isso que, para ser restaurado, Davi exclamou: "Porque eu conheço as minhas transgressões; e o meu pecado está sempre diante de mim" (Sl 51.3).

REFLEXÃO
"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça."
1 João 1.9


SINOPSE DO TÓPICO (2)
O meio exerce uma poderosa influência sobre nós, mas isso não nos exime de nossa responsabilidade moral.


CONCLUSÃO

A Escritura comprova que Davi foi totalmente restaurado diante de Deus, e suas poesias expostas nos Salmos confirmam essa restauração. Não há porque vivermos sob o domínio do pecado, uma vez que a Escritura assegura-nos de que o sangue de Jesus quebrou esse domínio e tem poder para nos purificar totalmente dele (Rm 6.14; 1 Jo 1.7,9). Contudo, no processo de restauração, cabe a nós demonstrar uma atitude de arrependimento, confissão, quebrantamento e abandono do pecado, assim como fez Davi. .


AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO


Subsídio Bibliológico

"A doutrina do perdão, proeminente tanto no AT quanto no NT, refere-se ao estado ou ao ato de perdão, remissão de pecados, ou à restauração de um relacionamento amigável. [...] No perdão, a culpa pelo pecado é perdoada e substituída pela justificação, através da qual o pecador é declarado justo. [...] Embora judicialmente todos os pecados sejam perdoados quando o pecador é salvo através da fé (Jo 3.18), se o pecado entrar na vida de um cristão, ele afetará o relacionamento deste com o Pai Celestial. O perdão e a restauração da comunhão que se fizeram necessários são efetuados mediante a confissão dos pecados (1 Jo 1.9) e o arrependimento (Lc 17.3,4; 24.47). [...] A confissão de pecados é feita primeiramente a Deus (Sl 32.3-6), àquele que sofreu o dano (Lc 17.4), a um conselheiro espiritual (2 Sm 12.13), ou a congregação de crentes (1 Co 5.3)

(Dicionário Bíblico Wycliffe. RJ: CPAD, 2006. pp.443,1501-2).


VOCABULÁRIO


Sem ocorrências,


BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

COUTO, Geremias. A Transparência da Vida Cristã. RJ: CPAD, 2001.
Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.


SAIBA MAIS
Revista Ensinador Cristão CPAD, nº 40, p.40.


EXERCÍCIOS

RESPONDA

1. Cite algumas atitudes que o cristão deve tomar em relação à Palavra de Deus.
R. O crente necessita ouvir, receber e meditar na Palavra, bem como aceitá-la e acolhê-la em nossas mente e coração.

2. De quem é a responsabilidade pelo pecado?
R.A responsabilidade pelo pecado é de quem os comete.

3. Qual é a ordem do processo de restauração?
R. Conscientização, arrependimento, confissão e abandono do pecado.

4. Antes de ser contra nós ou outra pessoa, primeiramente, o pecado agride a quem?
R. Agride a Deus e a sua Palavra.

5.Na situação de Davi, o que você faria?
R.Resposta pessoal..


APLICAÇÃO PESSOAL

"A confissão é para a alma o que o preparo da terra é para o campo. Antes de semear, o fazendeiro trabalha a terra, removendo pedras e arrancando tocos. Ele sabe que a semente cresce melhor quando o solo é preparado. A confissão é um convite para Deus passear pelos acres de nosso coração. A semente de Deus cresce melhor se o solo do coração é roçado. [...] E então, O Pai e o Filho andam juntos pelo campo; cavando e arrancando, preparando o coração para frutificar. A confissão convida o Pai a trabalhar o solo da alma. A confissão busca o perdão de Deus, não a anistia. Perdão presume culpa; anistia, derivada da mesma palavra grega para amnésia, 'esquece' a suposta ofensa sem imputar culpa"

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

"O PECADO DE DAVI E SUAS CONSEQUÊNCIAS" LIÇÃO BIBLICA Nº8


Lição 08– O Pecado de Davi e suas Consequências

De 22 de Novembro de 2009

Comentário: Pb Cleber de Amorim / Criciúma SC
E-MAIL: cleberpalavra@yahoo.com.br
MSN: cleber.comjesus@hotmail.com
BLOG: preletorcleberdeamorim.blogspot.com
Contato: 048 34339454

Comentário da Lição nº 8 da Revista da Escola Bíblica Dominical, das Assembléias de Deus no Brasil (CGADB) Ed. CPAD, RJ, 4º Trimestre de 2009.

Leitura Bíblica em Classe: II Sm 11. 2,4,5, 14-17.

Divisão Tópica

Introdução

I – Davi e a Tentação Antes do Pecado

1 – A realidade da tentação.
2 – As fontes da tentação.

II – Davi e o Seu Pecado

1 – O pecado camuflado.
2 – O pecado descoberto e exposto.

III – Davi e as Consequências do Pecado

1 – Consequências emocionais.
2 – Consequências espirituais e físicas.

Conclusão




Subsídio



Paz do Senhor aos amados professores (as) da EBD. Nesta lição vamos aprender de Deus mais um pouquinho. Tenho dito aos meus estimados alunos de minha classe de Jovens aqui na sede de Criciúma, que parece que Davi foi um de nossos líderes, e que sua história aconteceu a dias atrás, tamanhos a atualidade dos ensinos que sua vida, saga e reinado nos remetem. Liderança, autoridade, estratégias, hierarquia, ética, política, reconhecimento, juízos, decisões, conflitos internos e externos etc. Assuntos atualíssimos no mundo corporativo, secular e porque não ministerial eclesiástico?

Neste domingo teremos a oportunidade de expandir nossos conceitos e conhecimentos de Deus na pessoa de Davi, agora como um modelo de pecador consciente, voluntário e grotesco. Porém nele observaremos a graça, a tão maravilhosa graça propagada nos ensinos neo testamentários, que se contrapõe ao rigor e temeridade da justiça da Lei de Moisés, bem como a interpretação farisaica da mesma nos dias do amado Nazareno.

A misericórdia divina dirigida a Davi, em forma de justiça, não o isentou de consequências que o seguiram pelo resto de sua vida e fim de seu reinado, como consequências emocionais, espirituais e conflitos familiares. Mesmo tendo experimentado do favor divino ainda na antiga aliança, Davi pode perceber que a graça de Deus não lhe foi, e jamais será barata.

Como subsídio para esta lição abordarei os seguintes temas: Pecado e Tentação.


Pecado. Quais foram os pecados de Davi nesta ocasião?

Pelo menos dois: Homicídio e adultério.


Homicídio


Alguém pode dizer: Mas Davi nunca havia matado antes? Sim seria a resposta. Porém em outras oportunidades seja como defensor da honra de Jeová perante inimigos deste e de seu povo, ou como monarca de Israel, ele guerreava as batalhas do seu Deus, e jamais em causa própria. Aqui no caso de Urias, ele goza da plenitude de seu reinado, tanto que não foi à guerra, tamanha era o preparo de seu exército. Homicídio aqui, por que em primeiro lugar ele mata uma pessoa que lhe era fiel (traição), e agregada a seu povo (Urias era hitita/heteu) que também guerreava em favor do Deus de Israel. Jeová sempre fez justiça aos estrangeiros que andaram e habitaram em Israel. Urias não era inimigo, e sim aliado. Outro sim, havia interesses escusos neste ato (cobiça).


Adultério


Sobre o adultério, fica claramente exposto nas páginas sagradas que um rei tinha, não por desejo de Deus (Deuteronômio 17.17) e sim por conveniência, muitas esposas derivadas de acordos com reis de povos subjugados, que em demonstração de lealdade ao monarca dominante dava sua filha em sinal de aliança extrema de lealdade e junção de povos, raças, sangue etc. Certamente Deus não via com bons olhos estes procedimentos. Quanto às concubinas, não vejo outra forma de comentários a não ser aos meus olhos, ser uma forma de demonstração extrema de poder e arrogância. Mas mesmo nestas ocasiões, havia a cerimônia e oficialização do matrimônio.

Por isso mesmo, fica mais evidente o adultério de Davi com a esposa de Urias, neste contexto. Pois ele como servo do rei tinha até onde se sabe apenas uma mulher.

No contexto deste cenário poderíamos descrever vários pecados periféricos por assim dizer, que perfazem este relato, porém os que mais se destacam aqui seriam o homicídio e o adultério.


Tentação


Vamos definir tentação, em primeiro lugar:

1) “Ação ou efeito de tentar/ Desejo imperioso/ Atração pelo que é proibido, censurável etc./ Pessoa ou coisa que é o objeto de tentação”. Ximenes, Sérgio – Dicionário, 2ª Ed. 2000 SP Ediouro.
2) “Indução para o mal por sugestões do diabo ou da sensualidade” Boyer, Orlando. Enciclopédia Bíblica , 9ª Ed. 1987 SP Soc. Bíblica do Brasil.

Vocábulos:

1) Massah (hb), Teste, provação. Deuteronômio 4,34; Salmos 95,8 e 9; dentre outros.
2) Peirasmos (Gr), Submeter a prova. Mateus 6.13; 26,41 dentre outros.

Tiago 1.12,13 deixa bem claro que Deus não tenta ninguém a fim de saber se este lhe é fiel. Agora analise I Coríntios 10.13. Aqui Paulo explica aos Coríntios que a tentação não vem de Deus, mas por outros meios, e mesmo assim Ele não permitirá que ela seja maior que o nosso limite de suportar.

A tentação como verbo, deverá ter um agente desta ação. Biblicamente o agente da tentação desde a antiguidade é o Diabo (tentador). Ele usa meios como seres humanos (amigos, parentes, inimigos etc), intempéries, eventos, flagelos, mentiras, injúrias, escárnios, afrontas e na maioria dos casos a sedução pela luxúria, prazeres, glutonarias eventos e festas e por aí vai. Porém de uma coisa Deus nos guarda nas investidas do tentador, a saber, o mal. Jesus orou por isso (Mateus 6.13; João 17,15). Mal aqui vide como a possibilidade de praticarmos o que é mal e répobro aos olhos do Senhor.

Para Jó o mal seria morte, para os cristãos autênticos da época de Roma seria a negação a Cristo, que lhes facultaria a morte eterna, visto que morreram. Enfim logo deduzimos que o mal aqui descrito seria a pior das possibilidades, ou intensidade de tentação a que um cristão individualmente poderia passar. Ou ainda um conceito, um padrão ou condição moral, física e espiritual da igreja em uma época ou tempo. A tentação subentende-se então como uma condição que desafia o cristão em sua individualidade ou responsabilidade coletiva, a agradar a Deus mais do que ceder a chamados satânicos, seculares e carnais, mesmo que as convenções sociais permitam ou mesmo incentivem práticas como vemos hoje de homossexualismo, fornicação e adultério, divórcio, drogas e etc.

Nestes tempos modernos, hodiernos e pós modernos, Satanás o grande agente da tentação, parece que nem está mais precisando ser temerário como no passado quando incentivava os poderosos a imolarem cristãos. A situação está tão cômoda, que a própria programação das mídias, os costumes e convenções sociais e em seu modernismo, já patrocinam um estilo de vida totalmente alienado da graça divina, induzindo o povo a perdição.

A realidade é tão crítica, que nem líderes têm sido poupados da desgraça, e caindo tem escandalizado a muitos, e os fazendo cair. Que Deus tenha misericórdia de seu povo e nos livre do mal.

Podemos analisar ainda a afirmação de Cristo quando diz: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação” Mateus 26.41. Existem tentações que nos sobrevêm em momentos inesperados, porém existem aquelas de que somos atraídos e engodados (Tiago 1.12,13) por nós mesmos, e entramos por um caminho às vezes sem volta! Foi assim com o Rei Davi, em um momento de “descontração”, irreverência a sua posição, e quem sabe de “onipresença” vide arrogância etc.

Poderíamos aqui abrir espaço para a discussão do momento, hora e ocasião em que se dá a tentação, mas para não nos delongar ficaremos por aqui.







Definição de Pecado


Então vamos analisar os termos originais para pecado:

O termo tem em sua raiz etimológica, várias vertentes, porém sempre com conotações negativas, ex: do grego:
1) Armatia indica errar o alvo, fracassar;
2) Anomia significa desregramento, geralmente no sentido moral (I João 3.4);
3) Asebeia significa impiedade (II Pedro 2.6);
4) Parabasis = Transgressão (Mateus 6.14);
5) Paranomia é a quebra da lei (Atos 23.3; II Pedro 2.16);
6) Paraptoma fala de passos em falso (Mateus 6.14; Efésios 2.1).

O pecado pode ser um ato ou um estado, e o NT o mostra de várias maneiras, porém sempre de forma negativa.

Uma análise bíblica sobre o fermento nos ensinará que a abordagem veterotestamentária do termo é simplesmente literal, e que ensinos brotam daí por interpretação. O fato é que não se usou fermento nos pães na véspera da páscoa pela apressada saída Israelita do Egito (Êxodo 12.11); que o fermento era proibido em todas as ofertas feitas ao Senhor pelo fogo (Levítico 2.11; 6.17). Já no NT o termo é usado de forma metafórica simbolizando, por exemplo, a doutrina corrupta dos Fariseus, Saduceus (Mateus 16.6) e o pecado como no caso em apreço nesta lição (I Coríntios 5.6).

O que mais desagrada a Deus, além de pecarmos é claro, é o fato de como escondemos nossos erros. Todo pecado em primeiro plano é escondido, depois conformado, depois aceito e por fim estereotipado. É um processo, com começo meio e fim. Psicologicamente falando seria a negação, a aceitação e a exposição.

Porém situação constrangedora é quando Deus levanta um profeta como no caso Natã, para expor a hipocrisia de Davi. Pois até ali seu erro estava encoberto dos homens, em conluio com Joabe e mais ninguém. Porém a vara disciplinadora de Jeová, pois termo a atitude do rei, e concertou sua vereda, para que seu fim não fosse trágico.


Consequência do Pecado


Biblicamente é a morte (Romanos 3.23; 6.23). Alguns falam das consequências como um castigo, uma paga. O pecador que não conhece a lei peca sem saber (Números 15.28), e quando ouve o evangelho e crê; seus pecados são perdoados e se torna uma nova criatura, onde as coisas velhas passam na visão de Deus (II Coríntios 5.17) sem nenhuma condenação (Romanos 8.1). Cremos que toda maldição da velha vida e da velha criatura é por Cristo desfeita na Cruz.

Porém o que acontece depois que pecamos após conhecermos o evangelho? Dentro da doutrina do pecado existem graus de pecado. Não há pecado que não seja perdoado, porém não há como não diferenciarmos uma discussão, por exemplo, de um homicídio. Para um basta um conselho, porém para outro as consequências serão penais, legais e fatalmente gerarão prisão.

Podemos ver com certeza, que a vida de Davi teve duas divisões, antes e depois do adultério. Depois deste Davi sofre com sua família e chora o estupro de sua filha Tamar, a mortes de Amon e Absalão seus filhos, a tomada de seu reino por Absalão dentre muitos outros fatos. Também me admiro a forma como Deus na mesma hora em que repreende Davi o perdoa, e como consequência lhe tira o filho que Bate-Seba gerou com o rei deste adultério. Davi com certeza experimentou a graça na antiga aliança, talvez por isso, graça e misericórdia divinas, mais um coração quebrantado, puderam gerar uma das mais reluzentes pérolas da poesia hebraica, o Salmo 51.

Professor, neste domingo, com amor e misericórdia, ensinemos o bom caminho da obediência a Deus, em contraponto a uma vida de permissividade e leniência com relação ao pecado. Ensinemos o povo, alertando-o que vale a pena ser fiel, e que Deus tem um caminho mais excelente para nós!


Boa aula, e que Deus seja louvado!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A EXPANSÃO DO REINO DAVÍDICO LIÇÃO BIBLICA Nº7


Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Recife / PE
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Aílton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524

LIÇÃO 7 – A EXPANSÃO DO REINO DAVÍDICO

INTRODUÇÃO

Nesta lição abordaremos a expansão do reino Davídico e as conquistas realizadas através da obediência. As nações foram conquistadas por Davi (II Sm 8:1-8). Houve um período de crescente conquistas militares e prosperidade, porque Deus era com Davi. “Porém os sírios fugiram de diante de Israel, e Davi feriu dentre os sírios aos homens de setecentos carros, e quarenta mil homens de cavalaria; feriu também a Sabaque, capitão do exército, que morreu ali.” (II Sm 10:18)

I- QUAL A IMPORTÂNCIA DA CIDADE DE JERUSALÉM PARA ISRAEL?

A fortaleza de Sião ( que mais tarde se tornou a cidade de Jerusalém) localizava-se no alto de uma montanha, nas proximidades do centro do Reino unido de Israel. Era considerada um território neutro por se encontrar na fronteira das tribos de Benjamim e Judá. Além disso , ainda estava ocupada pelos Jebuseus (Jz 1:21). Por causa de suas vantagens estratégicas, Davi fez de Jerusalém a capital de seu Reino. “A fortaleza” é a montanha que servia como proteção, situada no deserto de Judá, que Davi usou para se defender de Saul ( II Sm 23:14; I Cr 12:8).
Os Jebuseus gozavam de uma nítida vantagem militar e gabavam-se de sua segurança atrás das muralhas intransponíveis de Sião. Mas logo descobriram que esse obstáculo não fora suficiente para protegê-los, pois Davi os surpreendeu ao entrar na cidade através do canal subterrâneo de água. Isto nos ensina que somente em Deus estamos verdadeiramente salvos e seguros “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.” (Sl 127:1) Semelhantemente em nossos dias atuais, a nossa segurança não deve está firmada em poderes terrenos ou em recursos materiais, e sim, em Deus.

II- A EXTENSÃO DO PONTO DE VISTA DA PROMESSA

Deus havia prometido que a conquista da terra seria dado aos patriarcas e seus descendentes :

 ATRAVÉS DE ABRAÃO - Um elemento central e indispensável da promessa feita por Deus aos patriarcas era a ocupação perpetua da terra de Canaã . Para lá foi que ele conduziu Abraão desde Arã; abençoou -o com uma aliança e descendência, dizendo-lhe que embora seus descendentes viessem a sofrer sob o jugo de escravidão estrangeira por quatrocentos anos, um dia eles voltariam para Canaã.(Gn 15:13-16)

 ATRAVÉS DE MOISÉIS - Após muitos anos, o próprio Deus apareceu a Moisés e o comissionou para conduzir seu povo Israel para fora do Egito, levando-o para a terra da promessa. Israel era tido pelo Senhor como seu filho. Por conseguinte, em uma demostração de poder e amor, Deus sacudiu o jugo de seu povo, derrotando o opressor e libertando os hebreus através da passagem pelo mar “E porei os teus termos desde o Mar Vermelho até ao mar dos filisteus, e desde o deserto até ao rio; porque darei nas tuas mãos os moradores da terra, para que os lances fora de diante de ti.( Ex. 23:31), até que chegaram ao local da aliança- o Sinai. Foi lá que ele afirmou sua soberania sobre os descendentes de Abraão, oferecendo-lhes o grande privilégio de se tornarem seus servos na grandiosa missão de reconciliar a humanidade consigo mesmo.“Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel.” ( Ex. 19:5-6)
A aceitação por parte de Israel gerou uma aliança, em que era garantido a Israel a apropriação de todas as promessas feitas aos patriarcas. Os hebreus haviam se tornado uma nação, e como tal passaram a ter um rei, o próprio Deus, e uma constituição, o livro da a lei (Êx 20-23). Tudo que eles precisavam agora era de uma terra onde pudessem gozar tanto a nacionalidade quanto a estabilidade. Até mesmo a terra ainda era uma promessa a ser cumprida. Israel permaneceu nas planícies de Moabe bem ás vésperas da ocupação e conquista da terra.
A compreensão e sistematização dos relatos com respeito ás origens de Israel, seu trabalho e destino foram, sem dúvida, preparadas por Moisés nas planícies de Moabe, onde o profeta também manifestou seus dotes e habilidades de historiador.

III- FATOS OCORRIDOS NA UNIFICAÇÃO DO REINO

A opressão dos filisteus sobre Israel começara nos dias de Sansão (Jz 13 a 16). Estes eram inimigos mais poderosos dos israelitas, por ocuparem a maior parte do território ao norte de Israel, aparentemente não importunaram Davi enquanto ele era o Rei de Judá, ao Sul. Porém, quando souberam que o novo Rei planejava unificar Israel, procuraram detê-lo.

IV- COMO FOI O LEGADO DE DAVI PARA A HISTÓRIA BIBLICA?

Davi pôs guarnições na Síria de Damasco – Tendo derrotado completamente os exércitos do rei Hadadezer e dos Sírios de Damasco, Davi sujeitou facilmente a tributo todo o país. As ameaças mantiveram os sírios em cheque sob o julgo dos impostos. Salomão parece ter seguido a mesma orientação politica. Davi colocou no norte guarnições militares para assegurar sua vitória e seu avanço econômico, o que significa que ele tinha comandantes militares que cuidavam dos seus interesses. Ele permitiu que os sírios auto- governassem, mas sob certo preço.
Davi em suas batalhas sempre consultava a Deus e pedia orientações:
 Perguntava se deveria ou não lutar ( II Sm 5:23)
 Obedecia cuidadosamente ás instruções (II Sm 5:25)
 Transferia a glória para o Senhor ( II Sm 6:18; II Sm 7:18)

Depois que ele se tornou rei, sua primeira providência foi subjugar seus inimigos- uma tarefa que os Israelitas não fizeram quando conquistavam Canaã ( Jz 2:1-4). Davi sabia que isso tinha que ser feito, afim de :
 Proteger a nação (II Sm 8:14)
 Unificar o Reino ( II Sm 8:15)
 Preparar a construção do Templo ( que unificaria a religião perante Deus e ajudaria a eliminar as influências idolátricas) ( II Sm 7: 5-8).

V- VITÓRIAS DE DAVI

Davi obteve várias vitórias durante o seu reinado, dentre elas:

 MOABITAS – Antes Davi tivera bom relacionamento com eles “ Também derrotou os moabitas, e os mediu com cordel, fazendo-os deitar por terra; e os mediu com dois cordéis para os matar, e com um cordel inteiro para os deixar com vida. Ficaram assim os moabitas por servos de Davi, pagando-lhe tributos.” (I Sm 8:2)

 EDOMITAS – Provavelmente na zona desolado grande e profundo vale do Sul do Mar Morto. “Este feriu a dez mil edomitas no vale do Sal, e tomou a Sela na guerra; e chamou-a Jocteel, até ao dia de hoje.”(II Rs 14:7)

 QUERETEUS E PELETEUS – Mercenários filisteus.“Então saíram atrás dele os homens de Joabe, e os quereteus, e os peleteus, e todos os valentes; estes saíram de Jerusalém para irem atrás de Seba, filho de Bicri.”(II Sm 20:7)

VI- ISRAEL NOS DIAS ATUAIS

Em nossos é um alerta para toda humanidade devido vários acontecimentos e conflitos existentes no oriente médio. Dentre os acontecimentos observamos:

 Uma testemunha na terra- Israel é uma testemunha continua na terra. Na parábola da figueira relata: “ Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas.”(Mt 24:32-33; Mc 13:28-30; Lc 21:29-39)

 O movimento Sionista – No final do Séc. 19 movimentos nacionalistas contribuíram para unificação de países europeus para construir sua própria pátria. Para os Judeus não havia espaço para integração do país.

 A restauração nacional – A ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou em 1947 a fundação de um estado judeu na palestina, isto mostra o cumprimento da palavra de Deus. ( Am 9:14-15; Ez 36:24; 37:21)

 A restauração espiritual – No texto de Ezequiel nos mostra esta restauração nacional e espiritual de Israel . ( Ez.37: 1-11; Is 66:8; Zc 12:10; Ez 37:23-28). Após cumprir as profecias sobre Israel, a restauração se dará sobre a volta dos Judeus á Palestina que é vinculado a vinda de Jesus.

CONCLUSÃO

A expansão do reino de Davi se deu pela obediência e pelas estratégias militares. Davi também reuniu todas as qualidades que o povo buscava- habilidade militar, sagacidade na politica e no dever religioso da nação. Israel estava cada vez mais forte e segura. Davi derrotou por duas vezes os filisteus . “Ouvindo, pois, os filisteus que haviam ungido a Davi rei sobre Israel, todos os filisteus subiram em busca de Davi; o que ouvindo Davi, desceu à fortaleza. E os filisteus vieram, e se estenderam pelo vale de Refaim. E Davi consultou ao Senhor, dizendo: Subirei contra os filisteus? Entregar-mos-ás nas minhas mãos? E disse o Senhor a Davi: Sobe, porque certamente entregarei os filisteus nas tuas mãos. Então foi Davi a Baal-Perazim; e feriu-os ali Davi, e disse: Rompeu o Senhor a meus inimigos diante de mim, como quem rompe águas. Por isso chamou o nome daquele lugar Baal-Perazim. E deixaram ali os seus ídolos; e Davi e os seus homens os tomaram. E os filisteus tornaram a subir, e se estenderam pelo vale de Refaim.” (II Sm 5:17-22)

REFERÊNCIAS

Donald C. Stamps. C.P.A.D.Bíblia de Estudo Pentecostal.
Eugene H. Merrill C.P.A.D.Historia de Israel no Antigo Testamento.
R. N. CHAMPLIN,Ph.D, O Antigo Testamento Interpretado- Versículo por versículo. Ed. Hagnos,2002.

Ouça o Programa “ESCOLA BÍBLICA NO AR” que vai ao ar, todos os sábados, das 22:00 às 23:00h, pela RÁDIO BOAS NOVAS. Você pode também acessar o site: www.redebrasildecomunicacao.com.br

sábado, 14 de novembro de 2009

DAVI UNIFICA O REINO DE ISRAEL LIÇAO 6 ESCOLA BIBLICA



Davi Unifica o Reino de Israel - Pr. Geraldo Carneiro Filho
Publicado em 2 de Novembro de 2009 as 01:06:54 AM Comente
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLÉIA DE DEUS EM ENGENHOCA – NITERÓI - RJ
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
LIÇÃO 06 - DIA 08/11/2009
TÍTULO: “DAVI UNIFICA O REINO DE ISRAEL”
TEXTO ÁUREO – II Sm 3:9-10
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Sm 16:12-13; II Sm 5:2
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e.mail: geluew@yahoo.com.br
I – INTRODUÇÃO:
Da mesma forma como Davi unificou o Reino de Israel, deve a Igreja lutar para que haja união no meio do povo do Senhor. Esta luta é de grande valor e importância, porque a união é um testemunho diante do mundo, um estímulo para o crescimento da obra de Deus e uma força indispensável para a Igreja.
II – UM PEQUENO HISTÓRICO DAS CONQUISTAS DE DAVI VISANDO A UNIDADE:
(1) - Davi estabeleceu seu quartel-general em Hebrom, onde foi ungido rei, reinando por sete anos e meio sobre a tribo de Judá (II Sm 2:1-11).
(2) - O conflito entre a casa de Saul e a casa de Davi perdurou até o extermínio total da casa de Saul; foi somente então que Davi se tornou rei de toda a nação de Israel (II Sm 2:8 – 5:5).
(3) - Davi capturou a cidade de Jerusalém, que se tornou capital do reino inteiro; isso ajudou a produzir unidade entre as porções norte e sul do reino.
(4) - Davi derrotou, de modo decisivo, os filisteus, os amonitas, os idumeus, os moabitas, os arameus e os amalequitas, estabelecendo-se um império substancial (II Sm 5:17-25; 8:10; 12:26-31; 21:15-22; I Cr 18:1).
(5) - Davi estabeleceu as cidades dos levitas, incluindo as cidades de refúgio, confirmando a legislação anterior e garantindo as funções dos levitas (Nm 35; Js 21).
(6) - As seis cidades de refúgio tornaram-se uma instituição funcional, devido aos esforços de Davi. Havia quarenta e oito cidades levíticas, dotadas de significativa função.
(7) - Jerusalém tornou-se o centro religioso da nação. A arca da aliança foi trazida. Esse evento foi muito significativo, por haver conferido a Jerusalém a autoridade de centro da fé religiosa de Israel (II Sm 6:11-15; I Cr 4:5, 15, 19).
(8) - Davi estabeleceu a música sacra. Ele era um musicista consumado e anelava por melhorar o aspecto musical do culto divino (I Sm 16:14-23).
(9) - Davi teve o intuito de edificar o Templo que melhor servisse de centro ao culto divino. Porém, Deus não o permitiu, por ser homem de guerra. Davi reuniu material e traçou planos para a construção, mas foi Salomão, seu filho, quem erigiu o templo de Jerusalém (II Sm 7; I Cr 17).
Assim, por meio de todas estas conquistas, Davi foi capaz de abafar as disputas tribais e familiares, produzindo um grande laço entre o povo como um todo.
III - O INIMIGO PROCURA ATACAR E DESFAZER A UNIÃO ENTRE O POVO DE DEUS:
Para que em nossos dias possamos vigiar e combater as desuniões que apareçam, vamos conhecer ALGUNS OBSTÁCULOS COM QUE O DIABO PERTURBOU A IGREJA PRIMITIVA PARA PREJUDICAR A UNIÃO.
OBSERVAREMOS TAMBÉM QUE O ESPÍRITO SANTO PROPORCIONOU COMPLETA VITÓRIA AO POVO DE DEUS ALI, POIS PELO PODER DO ESPÍRITO SANTO, A IGREJA ALCANÇA UMA UNIÃO TÃO REAL QUE A TORNA FORTE:
- (1) - MURMURAÇÃO – At 6:1 – Podia ter trazido consequências ainda mais graves. Porém o Espírito Santo deu a Pedro uma orientação valiosa: A escolha de sete diáconos, que cooperaram para que as causas da murmuração fossem eliminadas e a Igreja prosseguisse (At 6:2-7).
- (2) - A DISCÓRDIA DOUTRINÁRIA – At 15:1 - Aconteceu porque uma parte dos crentes (que antes da sua conversão era constituída de judeus praticantes de todos os ritos da lei) queria obrigar os demais (que antes eram gentios), a cumprirem as normas do judaísmo. Presente perturbação anunciava dividir a Igreja em duas facções. Porém, o Espírito Santo operou maravilhosamente: todos os envolvidos na questão se reuniram em Jerusalém e, por iluminação do Espírito Santo e da Palavra de Deus houve luz sobre a questão e o resultado foi maravilhoso (At 15:13-21, 28)
- (3) - O ESPÍRITO DE PARTIDARISMO – (I Cor 1:10, 12) - Os crentes queriam escolher seus ministros por simpatia pessoal! Mas também aqui o Espírito Santo deu orientação adequada aos ministros da Igreja, os quais fizeram com que os crentes compreendessem que um ministro é simplesmente um servo de Deus, de quem havia recebido a palavra e crido (I Cor 3:4). A única pessoa unificante é Jesus e Ele jamais pode ser dividido (I Cor 1:13).
- (4) - O FANATISMO – Cl 2:4, 8, 18 - Apareceram pessoas procurando promover a si mesmas, por meio de supostas revelações e visões de anjos, pelas quais procuravam enganar, tornar os demais crentes prisioneiros deles, dominando-os a seu bel-prazer, sob pretexto de santidade. O mesmo perigo ameaçava também a Igreja em Tiatira, onde uma parte dos crentes fiéis se sentiram tristes e injuriados por causa desses fanáticos (Apc 2:24). Paulo deu à Igreja em Colosso maravilhosas instruções a respeito disso – (Cl 2:19)
- (5) - AS PESSOAS QUE ATRAEM OS DISCÍPULOS APÓS SI – (At 20:31) – representam um perigo muito grande para a união na Igreja, pois causam divisões (Jd 19). Este tipo de gente é realmente uma casta perigosa. São pessoas mal intencionadas que, em lugar de pensarem na união da Igreja, procuram fazer de si mesmas “líderes”, para mais tarde ajuntarem em torno deles um grupo. São exemplos deste tipo de homens:
- (A) - Absalão (I Sm 15);
- (B) - Coré (Nm 16); e
- (C) - Teudas (At 5:36)
- Milhares de anos após a sua morte, estes homens continuam como um sinal vermelho de advertência, para alertar a todos do perigo de entrarmos no caminho que eles trilharam (Sl 105:15; I Cor 3:17). Sejamos, pois, zelosos com a querida Igreja do Senhor (Ef 4:3).
IV - BÊNÇÃOS DECORRENTES DA UNIÃO:
- OS CRENTES SENTEM APOIO ESPIRITUAL – Muitos crentes vivem cercados de pessoas que são contrárias à sua fé: seja no trabalho, na escola ou na família. Que riqueza então é chegar à Igreja e encontrar o ambiente fraternal e a união que predomina entre os irmãos (Sl 133:1-2)
- NA IGREJA LEVAMOS AS CARGAS UNS DOS OUTROS - Gl 6:2 – Existem cargas que cada um tem de levar sozinho (Gl 6:5). Mas existem cargas que podemos ajudar uns aos outros. Que bênção na hora de aperto, saber que a Igreja pode ajudar em oração! (Pv 17:17; Ec 4:10; I Cor 12:26; Tg 5:16)
- A UNIÃO NOS FAZ FORTES – Uma ovelha sozinha é facilmente arrebatada, mas quando está com o rebanho, é protegida. Uma pedra sozinha pode ser levada ou jogada, porém, quando estiver edificada dentro do muro, é mais difícil tirá-la (I Pe 2:4-5). Uma brasa sozinha, isolada, facilmente pode se apagar, mas junto com as outras, manterá o fogo aceso. Uma vara sozinha pode ser quebrada, mas amarrada ao feixe, ninguém a quebrará.
- UMA IGREJA QUE VIVE EM UNIÃO TEM UM TESTEMUNHO MARAVILHOSO – Jo 13:35; 17:21, 23 - Enquanto o ódio e a desunião dominam o mundo de hoje, existe um povo que vive em verdadeira união: A Igreja comprada com o sangue de Jesus.
- ESTA UNIÃO É UMA VERDADEIRA FORÇA – Os judeus numericamente inferiores aos seus inimigos, mas com união, conseguiram construir o templo e os muros da cidade (Ne 6:15-16). Esta união é também o segredo da vitória da Igreja. O santo óleo desce da cabeça do Sumo Sacerdote Jesus Cristo e os crentes vivem em união. (Jo 17:22) – SEJAMOS POIS UM, ASSIM COMO O PAI, O FILHO E O ESPÍRITO SANTO SÃO UM (I Jo 5:7 cf Ec 4:12).
V - CONSIDERAÇÕES FINAIS:
- A IGREJA JAMAIS PODERÁ SER DIVIDIDA (Mt 19:6). A Igreja é UM corpo; este não pode ser dividido nem cortado e permanecer com vida (I Cor 1:13). Mesmo os carrascos romanos que crucificaram Jesus respeitaram o Seu corpo, não o quebrando (Jo 19:33-36).
- A Igreja é UMA UNIDADE na qual todos os membros são formados em UM CORPO (I Cor 12:13); nós nos tornamos membros de UM ORGANISMO VIVO (Rm 12:5); Todos nós somos pedras vivas do mesmo EDIFÍCIO (I Pe 2:4-5), ovelhas do mesmo REBANHO (Sl 79:13; I Pe 5:2-30). A Igreja é A FAMÍLIA DE DEUS (Ef 2:12-19).
- Esta união não se baseia em nacionalidade, nível social ou cultural, mas todos são UM EM CRISTO (Gl 3:28).
FONTES DE CONSULTA:
- Teologia Sistemática – CPAD – Eurico Bergstén
- Estudo bíblico: “A unidade no reino de Deus” – Pastor Ronaldo Perini
- Estudo Bíblico: “A unidade para o crescimento da igreja” – Pastor José Pinto de Oliveira Filho
Publicado no blog Escola Bíblica Dominical para Todos